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Teoria Geral do Combate do Wing Chun - Um Resumo

Por

José Iran Nobre de sena

A teoria geral do wing chun, compreende cinco momentos como constitutivos do combate:

1       Não contato

2       Contato

3       Troca de técnicas

4       Agarre/Chão

5       Evasiva.

Segundo o modo mais usual, a teoria geral do combate do wing chun é referida quando são designadas cinco fases do combate, a saber: não contato, chutes, socos, agarre e chão. Preferimos falar em cinco momentos do combate, porque, de um lado, este modo mais usual de se expressar sobre esta teoria central no sistema wing chun, porta a falsa impressão de um processo linear, e de outro, porque  nisto está manifestada uma concepção arbitrária do combate, expressando muito mais um esquema subjetivo do que, objetivamente, uma consideração do combate mesmo.

De fato, o combate só pode ser concebido na totalidade de seus momentos que se manifestam segundo determinações do combate mesmo, e não de regras externas. O treinamento deve trabalhar nos estudantes cada os atributos essenciais ao combate, de modo que o estudante desenvolva ao máximo suas potencilidades. Neste sentido a teoria geral do combate assume a função especial, e extremamente importante, de servir de guia para a transmissão do sistema e para se adquirir, cada vez mais, habilidades mais refinadas. Desse modo, uma compreensão equivocada desta teoria pode por tudo a perder. Assumimos os cinco momentos apresentados no início deste texto, mas não como momentos estanques e sim como processos.

Assim, a teoria geral do combate do wing chun se constitui segundo estes cinco momentos, combinados em nove processos simples que podem ser desenvolvidos em processos cada vez mais complexos.

Começamos por aplicar a teoria com a finalidade de desenvolver os atributos de cada estudante nas passagens de um momento ao outro, por exemplo, do não-contato para o contato. É importante obervar que, ao contrário do que prescreve uma concepção linear da teoria, esta passagem pode se realizar por meio de chutes, socos ou agarramentos; considerando o agressor desarmado ou armado; armado com uma arma branca ou de fogo, etc. Estas considerações relacionam a teoria geral do combate a outras teorias do sistema, a saber: teoria das estratégias de combate, teorias das iniciais distâncias, etc.

Os nove processos simples

Com finalidade pedagógica para introdução ao sistema e para discussões com estudantes intermediários e avançados, consideramos apenas o combate contra um único adversário e sem armas.

Todo combate, obviamente começa na fase de não-contato e termina com uma finalização ou desistência de uma das partes. Como não é possível finalização sem contato, então podemos afirmar que as fases de não-contato, contato e finalização, nesta ordem, são fases necessárias ou essenciais do combate. As outras fases, a saber, troca de técnicas e agarramento/chão não são necessárias, mas são freqüentes.

O combate, efetivamente, só pode ser compreendido segundo seus momentos e os processos nos quais se manifestam, ou seja,  quando se considera a dinâmica dos processos nos quais ocorrem as mudanças de um momento para outro; uma consideração estanque de cada um dos momentos não é correta, embora possa produzir algum resultado prático imediato, porém sempre limitado.

Consideremos os seguintes processos fundamentais:

1.1    Não contato para contato

1.1.1      Iniciativa nossa

Exemplos

1.1.2      Iniciativa do agressor

Exemplos

1.2    Contato para troca de técnicas

 


 

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